terça-feira, 7 de novembro de 2017

Padecendo no Paraíso


37.5°: o número do alívio.

Ainda febril, ainda dodói, a minha doce princesa Sara. Mas bem melhor do que os 39.5° de ontem a tarde.

Estou há 3 dias sem dormir, por precisar medir a temperatura incessantemente, dar remédio que não faz efeito, pôr toalha molhada com água fria... Enfim... um sufoco.

Ontem a noite ela já estava melhor, por volta dos 37.7° (é ruim, mas é melhor do que a media de 38.5° que estava rolando...).

Então, dormi com o Bubu. Outro que não está bem. Não tem febre, não tem nenhum sintoma. Mas está se alimentando muito mal e com uma agitação estranha, como quem diz que tem algo por vir...

Eu acho que são os dentes nascendo. Ah, os dentes!!!

É o pior é que esse trem custa a crescer, gente! As vezes dura um mês para finalizar o processo. Aí vem outro dente. 😒

Na verdade, nós mães temos algumas explicações clichês para as ziquiziras dos bebês.

Noites mal dormidas: dentes nascendo.

Bebê não quer comer: dente nascendo.

Bebê não quer cumprimentar visita: sono.

Bebê faz birra: sono.

Bebê chora pra dormir: sono.

Bebê não pára de chorar: dentes nascendo ou sono.

E assim a gente vai amenizando as coisas, entre dentes e sonos, mas no fundo a gente sabe que pode estar vindo um virose braba ou uma birra chata. 

Vida de mãe. O lado B.

O mais interessante é que não escrevo este texto reclamando.

Ao contrário, estou aqui com o coração pulsando de amor enquanto escrevo, pensando no quanto, mesmo há 3 dias sem dormir nada e há 1 ano e 4 meses com noites mal dormidas, eu não trocaria POR NADA a minha vida de mãe.

Antes eu reclamava. 

Algo mudou em mim após o nascimento do Bruninho. 

Eu preciso processar isso em algum momento, para traduzir em texto. É... Talvez ajude alguma mãe que ainda não descobriu o lado A da maternidade, como eu um dia já tive dificuldade de descobrir.

Hoje digo categoricamente que logisticamente o lado B é muito maior do que o lado A. Se eu for olhar por um lado mais racional, eu diria que SER MÃE É UMA BOSTA (palavrão necessário para a ocasião).

Masssss... Estranhamente estou aqui toda arregaçada de cansaço (outro palavrão necessário para a ocasião) e sentindo dentro de mim que ainda que a parte ruim de ser mãe preencha muito mais os dias do que a parte boa, ainda assim EU AMO SER MÃE. Eu amo tanto, mas tanto, que não consigo achar ruim, mesmo sendo ruim. Juro.

É um paradoxo mesmo.

Foi isso que fiquei pensando ontem de 1h30 da manhã, quando saí do quarto da Sara que já estava melhor para ir ninar o Bubu ate as 4h da manhã porque ele estava com dificuldade de dormir (era cocô).

Ao invés de reclamar, ao invés de achar tudo uma bosta e largar o bebê lá se virando sozinho pra ele aprender logo a dormir, eu aproveitava para curtir CADA MOMENTO DE VIDA DO MEU FILHO.

Ele, enquanto não conseguia dormir, aproveitava para treinar cada palavra aprendida, me pedia para cantar suas musicas favoritas, chorava querendo descer pra brincar... Kkkkk... Não é que eu estava com paciência. A palavra não é paciência. É ENCANTO. Curti mesmo. Meu sono ate foi embora. 

Quando finalmente ele dormiu, pus no berço. 

Ele acordou. Kkkkk...

E novamente iniciei o processo. Mas agora deitada na cama com ele.

Não sei quem dormiu primeiro. Se ele. Ou eu. 

O que sei é que acordamos juntos, trocando olhares de amor e cumplicidade, após uma noite muito louca!

Ser mãe é viver um eterno paradoxo de sentimentos.

E encerro agora, porque acho que já falei muito, embora não tenha falado tudo. Mesmo porque não daria para falar tudo em um texto.

Mas preciso encerrar porque tenho agora uma reunião de trabalho e estou atrasada.

Agora é passar o bastão de super mamãe para o super papai e vestir a roupa de empresária.

Afinal, mãe também é gente!

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