quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Os 5 maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer

Antes de Partir ...

Uma enfermeira australiana chamada Bronnie Ware tinha como trabalho acompanhar os últimos três meses de tratamento dos pacientes em estágio terminal.

E então, durante este trabalho, Bronnie fez uma pesquisa com estas pessoas e escreveu um livro sobre os 5 maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. 

No livro, intitulado "The Top Five Regrets of the Dying" (Os Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer), ela relata e discorre sobre os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.

Bem... Uma reflexão antiga que eu sempre tive é bem parecida com a que gerou o livro  desta enfermeira! Eu sempre fiquei pensativa sobre quais eram os pensamentos mais comuns das pessoas no leito de morte e que eu queria ter a sabedoria de conseguir processar estas reflexões a fim de não aguardar o momento de minha morte para descobrir o que realmente valia a pena na caminhada aqui na Terra. 

Sempre que eu via algum relato sobre este tema, eu percebia que o verdadeiro senso de felicidade dentro das pessoas estava na simplicidade e no contato REAL E AUTÊNTICO com as pessoas que mais a amam incondicionalmente (amigos de infância, filhos, família).

E o meu maior questionamento estava em identificar o por quê das pessoas apenas pararem para dar um real significado a estas coisas tão profundas somente no fim da vida.

E, ainda dentro desta reflexão, eu desejava ardentemente viver a vida de forma intensa e real, para que, quando eu chegar no meu último dia, eu o viva em plenitude, sem arrependimentos e sem sentir que "agora é tarde demais".

Bem... Neste final de ano, ao pensar nas minhas metas para o ano que vem (a primeira vez que faço isso), tomei a decisão de praticar as reflexões que normalmente fazem parte do estágio final da vida.

Decidi viver intensamente o que realmente importa. Compartilho com vocês minhas 5 metas para 2018, baseado nos "Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer", traçados por Bronnie Ware.


1- TER A CORAGEM DE VIVER UMA VIDA FIEL A MIM MESMA, E NÃO A VIDA QUE OS OUTROS ESPERAM DE MIM.


Eu acredito que esta é a reflexão mais difícil e, ao mesmo tempo, o início de tudo! É impossível vivermos em plenitude, sentir todos os sabores da vida se antes de mais nada nos aceitarmos como somos e nos orgulharmos disto!

Nos aceitar como somos não significa tampar os olhos para aquilo que percebemos como nossos defeitos. Na verdade, o primeiro passo é identificar o que realmente é algo que pode ser melhorado em nossa personalidade e caráter. Muitas vezes o que vemos como defeito em nós é o que nos fizeram entender ser um defeito, mas que na verdade não é.

Para que possamos ter um olhar criterioso sobre nós, precisamos antes identificar toda a construção cultural na qual estivemos mergulhadas a vida inteira e a partir daí descobrir o que é efetivamente algo a ser melhorado e o que precisamos nos despir de preconceitos e nos aceitar e nos amar dentro de nossa individualidade, ainda que isso não seja entendido por todas as pessoas.

Como diria o personagem do "Game of Thrones", o Tyrion: "Uma vez que você aceita os seus defeitos, ninguém mais pode usá-los contra você."

Uma vez que identificamos o que REALMENTE pode ser melhorado em nós, passamos a nos ressignificar. É muito tranquilo quando olhamos para nós mesmas sem preconceitos e sem julgamentos. Porque uma vez que nos acolhemos tais como somos, o olhar do outro sobre nós não importa mais.

E isso nos torna leves e plenas para viver.

Minha meta é chegar ao fim desta caminhada da autenticidade total no dia 30 de junho de 2018.



2- NÃO TRABALHAR TANTO


Na verdade, esta parte eu vejo mais sobre outra reflexão que eu sempre tenho que é fazer um bom planejamento do seu tempo E SEGUÍ-LO À RISCA! Porque uma vez que traçamos o que precisamos dar atenção às nossas vidas, e incluímos todas as atividades importantes em nossa agenda, como um compromisso, o trabalho não ocupará parte maior do que a que ele deve ocupar.

Obviamente, esta parte sobre "não trabalhar tanto" é tão relativo, né? Pois algumas pessoas, que ocupam cargos mal-remunerados dentro desta sociedade em que vivemos, não possuem este privilégio de definir o quanto deseja trabalhar. Há várias situações de vida em que as pessoas se encontram na obrigação de ter de trabalhar em todos os turnos para garantir o lar, sustento e necessidades básicas para os que moram na casa.

Bem... Mas falo sobre quando há esta opção. Quando a quantidade que preenchemos nosso dia com trabalho é uma opção. Quando o que produzimos financeiramente com nosso trabalho supera e muito o que realmente precisamos para viver.

Bem... Neste caso, precisamos fazer uma revisão do verdadeiro valor da vida. Que não está em coisas, em bens. Mas precisamos buscar, dentro de nós, o que realmente nos preenche, e do que realmente necessitamos. Depois, basta colocarmos em uma planilha (eu amo planilhas! hahaha) quanto custa a vida que desejamos. E daí, entendermos o quanto de dinheiro precisamos produzir para viver bem e leve. E isso determinará com o que vamos trabalhar e quanto tempo de nossas vidas dedicaremos a isso.

Minha meta para 2018 é trabalhar 6 horas por dia, de segunda a sabado.



3- TER A CORAGEM DE EXPRESSAR MEUS SENTIMENTOS


É interessante porque isto, creio eu, é algo que eu não preciso rever, mas continuar firme na coragem de manter.
Eu sempre expressei muito bem meus sentimentos, tais como eles se apresentam a mim. O que percebo na verdade é que o tempo todo sou "aconselhada" a me expor menos. Eu acredito que em um mundo onde as pessoas estão acostumadas com máscaras sociais, quando alguém coloca seus sentires de forma tão real, há mesmo uma tendência ao estranhamento geral. Na verdade, o deixar de expor seus sentimentos é, a meu ver, um reflexo da dificuldade em ser autêntico e fiel a si mesmo, conforme a reflexão do item 1.
Tem a coragem de dizer o que se pensa e como se sente nos poupa inclusive de doenças.
Se vale uma dica, eu a dou: não se afogue em palavras não ditas! Diga, chore, ria, se expresse!!! Faça o que for preciso para não guardar coisas que podem te adoecer por dentro. Seja!

Minha meta para 2018 é reaprender a chorar (pois é! de tanto ser chamada de manteiga derretida na infância, eu desaprendi a chorar) e continuar expressando verbalmente os meus sentimentos tal qual os percebo.


4- MANTER CONTATO COM MEUS AMIGOS


Uma vez uma amiga minha veio, meio sem graça, me contar que havia lido uma reportagem que dizia que as mulheres sem filhos são mais sociáveis. Eu ri bastante, porque é verdade mesmo! Várias coisas vão acontecendo em nossas vidas e preenchendo nosso tempo de forma a cada vez mais abrirmos mão de nossa vida social. Trabalho, casamento, obras de caridade, estudos, etc... São várias as atividades do dia-a-dia que vão tornando nosso tempo cada vez mais preenchido e nos levando ao pensamento de que não há mais tempo para encontros onde o único objetivo é jogar conversa fora com um amigo.  Quando os filhos chegam, a vida social parece ainda mais "supérfula" diante da responsabilidade que há na presença protetora e educadora no processo de crescimento deste ser humano que habitará no mundo conosco. Mas nos esquecemos que todas as outras coisas (trabalho, estudo, casamento, e até mesmo os filhos!) não podem tirar o nosso convívio com as pessoas com quem podemos partilhar um outro tipo de crescimento e que só a amizade e o convívio sistemático nos traz. Uma ligação, uma mensagem... São pequenos gestos que nos mantém conectados com os nossos amigos e nos permitem crescer como seres humanos, pois estes nos colocam em contato com seus universos particulares, suas ancestralidades, suas descobertas... 

Minha meta para 2018 é fazer uma ligação (ou enviar algo especial) por dia para alguma amiga, e separar ao menos uma noite por semana para passear com alguma delas.



5- SER MAIS FELIZ!


Eu custei a entender e significar este arrependimento das pessoas no leito de morte. Até que compreendi que SER FELIZ É UMA DECISÃO! Sempre haverão desafios, adversidades, dificuldades ou qualquer outro acontecimento que pode nos abalar em nossas vidas. Eu me lembro de uma fala de minha mãe para mim, quando eu ainda era criança. Ele me disse assim: "Sheilla, no dia que você não tiver mais desafios, no dia que você não desejar mais nada, este será o dia que não fará mais sentido você estar viva." Foi quando eu percebi que isso era uma grande verdade. A vida é uma sequencia de desafios e acontecimentos que devemos encarar como uma oportunidade de crescimento, aprendizado. Os acontecimentos, sejam lá quais forem, são os elementos que verdadeiramente dão significado à vida. Uma pessoa sem lutas é uma pessoa sem propósito e sem desafios para alcançar conquistas. Só conquista algo quem lutou por isto. E é dentro disto, dentro destes altos e baixos da vida que temos a oportunidade de tomar esta decisão sobre ser feliz, independente de qual for o quadro que nos encontrarmos. Ser feliz é uma decisão. E decidir ser feliz é o que nos fará nos conectarmos com aquilo que realmente desejamos para nossas vidas e nos dará forças para lutar pelo que almejamos nos momentos em que precisarmos disto.

Minha meta para 2018 é me conectar tão profundamente comigo mesma, a ponto de tomar todas as decisões de minha vida focada em ações que me trarão felicidade. 


Ser feliz é a decisão que eu tomo definitivamente para o novo ano que está chegando! 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Instagram

Postagens mais visitadas