terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sobre as redes sociais e os seguidores.

SE VOCÊ FOSSE SE RESUMIR EM UMA CENA DE FILME, QUAL SERIA?

Eu sou como a cena do Forrest Gump, quando decide correr sem parar.

Quem se lembra desta cena do filme Forrest Gump? Ele um dia decide que gosta de correr, compra um par de tenis e inicia sua corrida...
Logo, ele percebe que alguém quer seguí-lo.
Ele acha aqui muito estranho, mas respéita a decisão do outro sobre sua própria vida e continua correndo...
Eu penso que o Forrest Gump vê o seguidor como alguém que está fazendo o que também deseja, independente do que o Forrest fizer. Tanto, que ele permanece correndo, sem a menor necessidade de co-dependência relacional com o seguidor.
Então, quando ele dá por si, ele está sendo seguido por várias outras pessoas que viram algo inspirador ali e resolveram seguir. Não pensaram muito sobre... Apenas seguiram a "onda". A TV o descobre, seus seguidores se multiplicam, ele ganha brindes de patrocinadores...
Ele não entende muito bem o porquê daquilo tudo. 
Ele simplesmente estava seguindo sua vontade, de correr. Mas ele percebe que as pessoas vêem algo de interessante naquilo tudo e o seguem. Ele respeita isso - as pessoas estão fazendo o que desejam: seguí-lo.
Mas ele não tem compromisso com a corrida. Tanto que...
Em um determinado momento ele decide parar.
Seus seguidores não entendem. Se perguntam por que ele parou. Ficam aguardando o novo comando.
E ele se explica: "Estou cansado. Quero ir para casa."
E vai embora, deixando seus seguidores sem rumo, sem um propósito a seguir.

Esta cena deste filme (assim como tantas outras - amo este filme!) é repleta de significados para mim.

O que eu sinto que é todas as pessoas estão em busca do seu propósito pessoal de vida. E nesta busca, acabam por se agarrarem ao propósito daqueles que encontraram e se projetam na vida destas pessoas, tomando este propósito para si.
É como se as pessoas necessitassem de "deuses humanos" para adorar, seguir e trazer significado para suas vidas. Mas esta ação apenas as confundem ainda mais no que diz respeito a encontrar o seu próprio propósito de vida.

Às vezes eu me sinto como o Forrest Gump (embora nunca tenha arrastado milhares de pessoas comigo - talvez pela minha falta de constância).
Eu percebo que eu tenho esta energia motivadora em mim, que faz com que brilhe os olhos dos que se aproximam.
E isso seria maravilhoso, se eu não mudasse tanto e tão rapidamente.


Eu costumo ter um perfil comportamental extremamente obsessivo.
Sempre que eu estou vivendo alguma coisa, sou muito intensa naquilo. Principalmente quando chego à alguma descoberta.

Quando comecei a trabalhar com Design de Ambientes, eu só falava disso! O pessoal tava lá vendo o cara com sangue esguichando na tela da televisão no filme e eu estava prestando atenção no detalhe do rodapé ali do cenário.

Quando conheci Jesus, eu me vestia com camisas gospel, ouvia só música gospel, li a Bíblia completa 3 vezes em um ano, ia à igreja em TODOS os cultos da semana, e por aí vai.

Quando me descobri negra, passei a fazer publicações diárias sobre questões raciais no meu facebook. Isso inclusive me rendeu muitas amizades e inimizades até os dias atuais.

Já abracei (e ainda abraço) a questão do empreendedorismo através da Conexão Griot (que aliás, anda em uma maravilhosa reformulação quee em breve darei noticias!)

E a maternidade? Bem... Acredito que esta será minha obsessão eterna. hahaha...

Sim... Sou intensa. E sou em tudo o que tem um grande significado para mim.

Atualmente me sinto intensa em todos os assuntos que citei acima e ainda inclui outros atualmente (como viagens , autoconhecimento, organização pessoal... ).

E foi quando me percebi uma "Forrest Gump". Porque toda vez que falo sobre algo, eu falo com tanta veemência, com tanta intensidade, que as pessoas que se interessam por aquele assunto passam a me seguir. Mas de repente, faço como o Forrest: "Estou cansada. Quero ir para casa." (ou seja, cansei, quero mudar de tema). E então inicio uma nova "corrida", e o ciclo se inicia.


Bem... Ainda não encontrei um assunto no qual eu deseje me manter durante toda a vida.
O que sei até hoje é que eu não suporto me sentir aprisionada. Eu nasci para ser livre. Nasci para voar.

Muitos já me disseram: Sheilla, você precisa ter um tema nas redes sociais. Se assim o é, já sei algo que não me serve: as redes sociais.
Ou me servem... Bem... Tanto faz.
Estarei aqui sempre escrevendo, colocando pra fora minhas reflexões pessoais, depositando meus pensamentos, minhas memórias.

É a minha vontade... E, como o Forrest, sigo o que faz meu coração pulsar naquele momento, sem o compromisso de não parar e/ou mudar completamente de direção.

Já dizia Raul: "Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."

Run, Forrest, run!

Voar, ser livre: é isto que me mantém sã.

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